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O câmbio automatizado ou robotizado


O câmbio automatizado ou robotizado já deixou de ser uma curiosidade para virar uma tendência. Em alguns casos, o equipamento chega a representar 65% das vendas, caso do Fiat Stilo. Nos poucos modelos em que ele está disponível, os números também são expressivos. No Linea, a média é de 63%, enquanto para o Polo é 30% e, para a Meriva, 35% (lembrando que o automatizado só equipa a versão 1.8 da minivan). “Ar-condicionado, direção hidráulica e vidros e travas elétricos deixaram de ser opções de luxo e se tornaram itens necessários num carro.

O mesmo deve acontecer com o câmbio automatizado nas cidades”, diz Nilton Strozzi, vendedor da autorizada Fiat Itavema, de São Paulo. O primeiro nacional a contar com câmbio automatizado foi a Chevrolet Meriva, em 2007, com o sistema Easytronic, seguido pelo Fiat Stilo, com seu Dualogic. Mais democrático, o mercado entra em 2010 com modelos de entrada com a transmissão robotizada, como Gol I-Motion, por 38 695 reais, e Palio Dualogic, por 38 030 reais. “Muitos clientes dizem que não querem mais trocar marchas. A tendência é essa onda crescer ainda mais”, diz Rose Albuquerque, vendedora daVW Caltabiano.

A grande vantagem do sistema é que ele se comporta como um automático, mas a um custo bem menor, já que ele usa o mesmo conjunto de uma caixa manual. Há um dispositivo eletromecânico que monitora a aceleração e frenagem do veículo, acionando automaticamente a embreagem e escolhendo a marcha adequada. O preço de um robotizado varia de 2 000 a 2 800 reais, enquanto um automático sai por até 5 000 reais (veja lista ao lado).

Mas será que o custo de manutenção não é maior? Nada disso. Ele é igual ao do manual, já que usa o mesmo kit de embreagem. Aliás, teoricamente pode ser menor, pois, como as trocas são feitas pela central eletrônica, o desgaste da embreagem é menor que o que ocorreria com um motorista comum, além de não haver risco de danos às engrenagens por possíveis erros no engate.

Outro ponto forte pode ser o valor de revenda. Ainda é cedo para falar disso, porque os primeiros automatizados usados estão chegando ao mercado agora, mas o viés é de alta, como explica Adriano Ribeiro, vendedor de usados da concessionária Ford Mix Alphaville. “Para vender um carro manual usado seminovo, como um Stilo, a média é de um mês de permanência no pátio. O Stilo automatizado está saindo em 20 dias”, diz Ribeiro.


Junta do Cabeçote


A junta da cabeça, junta do cabeçote ou junta da "culassa" situa-se entre o bloco dos cilindros do motor e a respectiva cabeça.

Tem como finalidade assegurar a "estanticidade" de cada uma das câmaras de combustão, bem como a continuidade dos circuitos de água de refrigeração do motor e dos circuitos de passagem do óleo lubrificante do motor.

O material da junta tem que estar em condições de impedir a penetração da mistura gasosa, da água ou do óleo nos circuitos adjacentes. Tem que possuir uma elevada resistência térmica (temperatura de centenas de graus), química (presença de óleo, mistura gasosa, água) e mecânica (pressão de aperto e movimentação das bielas).

A junta possui orifícios para assegurar a continuidade dos vários circuitos que atravessam o motor do automóvel, bem como para a passagem dos parafusos de fixação da cabeça ao bloco do motor, chamados parafusos prisioneiros.

As juntas mais antigas eram constituídas por papel grosso juntado com óleo grafitado, sendo depois substituídas por outras com duas folhas de cobre possuindo no seu interior amianto. Com a proibição do uso do amianto na Europa e em muitos países do mundo, essas juntas estão em fase de desaparecimento.

Mas as juntas atuais são geralmente feitas de cobre ou de múltiplas folhas de aço (em inglês Multiple Layers Steel ou MLS).

Problemas mecânicos nos motores, nomeadamente no sistema de lubrificação, podem provocar a deterioração das juntas. Uma avaria em uma junta pode provocar problemas de perda de potência do motor ou, quando fica degradado o isolamento, a ligação entre circuitos de óleo, água ou gases de admissão ou escape do motor podendo levar a graves problemas no motor.

A diminuição da relação de compressão do motor ou a redução da pressão do circuito de arrefecimento são indícios de problemas com a junta da cabeça.